quarta-feira, 6 de abril de 2011

As flores


no meu jardim de angélicas e lírios
onde somente a castidade havia,
flores escandalosas certo dia
vi brotar das sementes em delírios.


eram meus sonhos alvos como círios,
sonhos cujo castelo então ruía,
sacudido nos rútilos martírios
da luxúria febril que em mim nascia.


virtudes. . . meus jardins de adolescente!
a branca flor do ideal imaculado,
o perfume do afeto ainda incolor.


papoulas e alamandas no presente
tingem das cores vivas do pecado
a floração dos meus vergéis de amor.

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